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"All the hardest, coldest people you meet were once as soft as water. And that’s the tragedy of living."

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(via Fancy - Emergency Ugly Bag)
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361. Bao komt even gedag zeggen | Bao says hi!
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20/04/2013

Eu devo estar perdendo a cabeça. Só pode. Eu chorei. Um pouco, por alguns minutos, mas chorei. E isso surtiu algum efeito em mim, porque durante esses minutos doeu bastante, apertou e parecia que nunca ia passar. Mas tá passando. Um dia eu não vou mais lembrar. E foi por isso que hoje eu tomei a decisão de tentar tirar alguém da minha vida. Sinceramente, não sei se vou conseguir… Uma certeza eu tenho: simples não vai ser. Quando você coloca alguém em um patamar tão alto e faz questão que essa pessoa faça parte do seu cotidiano, da sua rotina, da sua confiança e confidências… E mais importante que isso, quando você permite que esse alguém domine os seus sentimentos, Deus do Céu… Eu não sei como vou fazer pra parar com isso, nem sequer compreendo como vim parar aqui. O estágio em que eu encontro o meu emocional é tão simplesmente triste. Mas quando eu falo triste, não é bem o sentido literal. Sabe quando alguém se refere a algo com desgosto, algo realmente deplorável? Não é como “estou triste”. É mais para “é triste”. Não só dentro de mim, mas a situação como um todo distorce a visão de afeto que eu apreciei durante toda a minha vida. Então…. É disso que eu tô falando. Mas sim, se for do vosso interesse, também estou, certamente, triste.

Me preparei por alguns dias para dizer adeus, e finalmente tive coragem. Um dos meus maiores medos era a reação. Eu sabia que não poderia esperar nada além do que realmente aconteceu, mas ainda assim foi um balde de água fria. É que eu tenho em mim uma estrelinha característica que fica no fundo do meu coração, ela de vez em quando brilha um pouquinho mais forte quando é preciso mais esperança na minha vida. E hoje ela brilhou. E se apagou de novo. Mas nunca mais acho que brilhará como fez no Natal passado. O brilho era infinitamente mais forte que todas as luzes natalinas da cidade. Aquelas palavras encheram o meu coração de alegria e de êxtase. Eu realmente a segui até o fundo onde havia abandonado todos os meus planos e os reconstruí. Poderia ser uma história com um final feliz, mas nunca tinha havido um fim, e agora aqui estou, num momento onde eu espero que seja o ponto final, e… É, não vai terminar bem como eu gostaria. Mas eu já aprendi que o mundo não gira à minha volta. Eu já sei que nem sempre as coisas saem do meu jeito e nem sempre meus sentimentos serão correspondidos, tampouco minhas expectativas. O que eu posso fazer em relação a isso? Não muito. Estou oficialmente desistindo, mas deixá-lo pra trás faz com que eu também me sinta pra trás. Tudo que me parecia um desafio, aquilo que eu tanto almejava conquistar nunca cedeu e nunca me olhou com outros olhos. Eu não queria, juro que não. Eu o tinha nos meus planos mas eu nunca estive nos seus. Estava me fazendo mal e me diminuía a cada dia ao ver que tudo estava sendo em vão, que todas as vezes que eu sentia algo diferente, percebia que nada havia mudado ali dentro. Eu sei que ele nunca teve a intenção de me magoar e gostaria de tê-lo dito quão especial ele é, por ter, ao mesmo tempo que a malícia engole o mundo, um coração ainda tão puro e sem maldade e, principalmente, o que faz com que tudo isso seja o que é, o coração que eu gostaria que fosse meu. Gostaria que ele soubesse que, se estivesse ao meu alcance, ele seria a pessoa mais feliz do mundo. E se isso que está formigando no meu peito enquanto a chuva cai lá fora for amor (Jesus, agora é sério, só nós dois sabemos o quanto eu evitei usar essa palavra para dar nome aos bois, o quanto eu adiei, o quanto eu disse “não” a mim!), eu acredito que eu ainda vou estar aqui por um bom tempo. Se um dia ele sentir saudades e voltar a me procurar, eu irei apenas me surpreender. E é como as palavras que usei hoje: depois, eu vejo o que eu faço.